Pr. Silas comenta: Plebiscito para reforma política é um golpe para desviar a atenção do povo
A
presidente Dilma está reunida nesta quinta-feira (27) com políticos de
sua base para discutir a polêmica proposta de plebiscito para reforma
política.
Segundo
o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, este
plebiscito seria como a população dar um “cheque em branco” aos
políticos.
Pr. Silas comenta
É
incrível a capacidade dos governantes tentarem desviar o foco dos
problemas graves do Brasil para um tema que o povo pouco domina. É de
uma insensatez, para não dizer “cara de pau”, tratar de um tema que só
interessa aos políticos e principalmente ao governo, para tentar desviar
a atenção da sociedade de assuntos mais sérios que afligem a população.
Fala
para a presidente que a reforma política que o povo quer é menos
roubalheira, burocracia e muito mais eficiência e competência para
governar. Quem vai comandar o plebiscito sobre a reforma política? Os
políticos! O que o povo entende disso? Absolutamente nada! É uma
vergonha! É uma afronta a inteligência de qualquer um! Avisa à
presidente que a reforma que o país precisa é a tributária, mas essa ela
não quer porque vai perder poder.
Gente isso é um absurdo é como se estivesse chamando cada brasileiro de burro.
Saiba o que um Plebiscito.
É uma consulta sobre uma questão geral — a redução da maioridade penal, por exemplo. A população deve dizer se é favor ou contra
O que é plebiscito?
O plebiscito significa uma consulta sobre uma questão geral. Você
apresenta uma questão — a redução da maioridade penal, por exemplo — e a
população deve dizer se é favor ou contra. Depois, o legislador, com
base nesse resultado, faz uma lei detalhando como ela vai funcionar.
Isso é diferente do referendo. Nele , a população aprova uma lei depois
de ela ter sido definida pelo legislativo. Sua eficácia fica
condicionada ao resultado do referendo.
Quem pode chamar?
Não cabe ao presidente autorizar um plebiscito, isso é atribuição do
congresso. Mas é um problema meramente formal. A presidente pode fazer
isso por meio de sua bancada no congresso, que proporia um decreto
legislativo.
André Esteves.
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